segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Tenho muitos textos prontos, todos muito parecidos com os daqui, preciso de novas inspirações, inovação.

domingo, 4 de outubro de 2009

Te Pertenço

Pra mim a magia que se escondia atrás de suas pupilas já não é tão mágica. Todo o misticismo se foi. A essência de seus cabelos, o cheiro doce, de todas as suas mechas, me virou rotina. Os abraços e laços agora são constatemente criados e doados. O toque de tua mão por todo meu rosto, num carinho instigante, virou comum. Suas expressões e palavras, que tanto me seduziam, agora me conformam.
Porque será que mesmo assim, me sendo presente e constante, ainda te procuro? Amor? Não sei, são muitos sentimentos que se confundem quando tento me definir em você. Sei, sim, que te desejo como tu desejas o mundo. Sei também que, como o mundo, sem você não vivo. Sei que todas as minhas certezas e felicidades te pertencem, porque um dia, me deste. Que quando paro e penso, é você que ocupa minha mente, exercitando toda minha imaginação. Ai, quero tanto que me tenhas, assim como tenho você.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ventania

Estou sentindo meus braços tão vazios quanto o vento, que agora passa, agitando meus cabelos. Cada assoprada de Zefir, me traz do norte, um calafrio. Calafrio que me toma por completo e me faz estremecer de saudades, soltando, sem querer, palavras de amor.
Pior é quando penso em abraçar teu corpo e bejiar teu rosto, aí sim, do sul, me vem o desespero. Este que me joga ao chão com intensidade capaz de matar, porém, com sutileza tal que me anestesia todas as dores da queda.
Do oeste, me atingem lágrimas, que chegando aqui deslizam ensaiadamente sobre minha face, até cair entre meus pés, trêmulos e fracos.
Vindo de outras bandas, o vento do leste, me faz sentir falta de toda a suavidade das gueixas, como teu sorriso; de toda a magia dos fogos de artifício, como o brilho de teus olhos; e de toda a genialidade modesta; como tuas palavras que agora me abraçariam.
Pelo vento agora sou abraçado e teu calor me é substituído por um frio agoniante. Suas essências estão em todos os pontos cardeais. Apesar de estar bem aqui, você, em meu peito, é onipresente.

domingo, 27 de setembro de 2009

Pagliacci

E era a isso que ele se resumia, Pagliacci, o palhaço com lágrimas. Anivava-se facilmente, porém era somente um de seus devaneios e vendavais. A melancolia se escondia por trás de seus dentes desalinhaados, em um sorriso nada sincero. Todos estavam a sua volta, sabia que tinha amigos de verdade, e que nenhum deles faltaria à atendê-lo quando precisasse, porque se sentia tão sozinho, então? Porque é um palhaço e precisa de emoções fortes.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Chasing Cars

I need your grace,
To remind me
To find my own.

Romances Corcundas

"Uma surpresa amorosa, um encontro inesperado, um beijo selante, é tudo mais que você espera de um romance. E um romance corcunda? Seria aquele em que um dos lados está totalmente mergulhado e o outro pondo o pé na água para ver se está fria. Quando tudo o que você queria está ali, para você, a seu dispor, e não é o que você realmente esperava. Quando todo o seu afeto não está em algo ou alguém que deveria estar, e na verdade não está em lugar nenhum. O que faz-se? Você senta, você chora e você pensa. E tudo parece tão mais nítido através dessas lentes de lágrimas." Ela pensava consigo, olhando pela janela do ônibus.
Vidas tão vazias pareciam e apareciam lá fora, de um modo que de tão cheias de nada transbordavam emoções pré-moldadas. E ela ao invés de ocupar seus pensamentos com outros assuntos pendentes, como a briga que tivera com seus pais, o boletim que não estava tão bom, ou apenas cantarolar uma música bonita ela não parava de pensar em como odeia amar o amor, principalmente esses, corcundas. Agora sim, ela via que estava completamente entregue, para alguém que não estava tão disposto. Caíam, então, as primeiras lágrimas de seus olhos. Passaram alguns minutos, e ela chorando. Chegou seu ponto, ela enxugou os olhos, respirou e desceu, escolheu deixar todas as suas aflições naquele banco.


Estamos todos indo abaixo, de alguma forma. Só porque ainda não atingimos o chão, não quer dizer que não estamos caindo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Júlio quer salvar Renata.